Que bem que se está no campo

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Própolis

Cristina Pereira

Sabe o que é a própolis? Trata-se de uma substância resinosa que as abelhas recolhem de algumas plantas. É dos produtos da colmeia o que inclui maior campo de aplicações terapêuticas.

A própolis é um produto resinoso que as abelhas recolhem de certas partes da planta, especialmente dos gomos florais e foliares. Usam-na para tapar buracos e fendas existentes na colmeia, para revestir o interior das “células de cria”, para estabilizar a temperatura e humidade da colmeia e para mumificar cadáveres.

A cor da própolis é variável consoante a proveniência, e vai desde o amarelo claro ao castanho escuro, quase preto. O sabor é normalmente acre. O odor também varia com a origem.

A composição química da própolis é muito complexa, e, varia de amostra para amostra. Em termos médios tem 30% cera, 55% de resinas e bálsamos, 10% de óleos voláteis e 5% de pólen.

Como é sensível à luz, deve ser conservada em frascos de vidro opacos e em local fresco.

PROPRIEDADES TERAPÊUTICAS DA PRÓPOLIS

No campo da apiterapia este é o produto que reune as principais propriedades farmacológicas, com alto valor terapêutico, largo campo de actividade e maior eficácia nos tratamentos clínicos pesquisados.

Algumas das substâncias presentes na própolis têm acção bacteriostática e bactericida. O ácido felúrico, recentemente detectado na sua composição, tem uma notável acção bactericida sobre os microorganismos gram-negativos. É ainda de assinalar a presença de ácido caféeico, dotado de acção antifúngica.

Desde sempre que a própolis foi usada como cicatrizante, sob a forma de pomada, graças à sua notável capacidade de estímulo da regeneração dos tecidos, em caso de feridas e chagas. Assim, é recomendada a sua aplicação no tratamento de psoríase e de herpes zona. Em se tratando de psoríase a ingestão duma solução aquosa à base de própolis é também comum.

A inalação de própolis ou a administração em xarope com mel, em situações de rinofaringite e em outras afecções das vias respiratórias parece ter uma acção benéfica. Também nas laringites e faringites o seu poder curativo é notável.
A própolis tem uma grande aplicação em odontologia, pelo notável efeito que exerce nos casos de inflamação das gengivas e do céu da boca, especialmente se for aplicada em solução alcoólica ou mastigada em bruto. Melhora rapidamente as gengivites e possui poder anestésico.

A presença de ácidos gordos insaturados e de zinco, magnésio e potássio na própolis, contribuem para diminuir a fragilidade capilar e controlar a tensão arterial sistólica e diastólica.

Estudos efectuados por cientistas russos, mostram que a fracção hidrossolúvel da própolis parece ter uma acção de inibição da replicação viral e aumento da resistência às infecções virais. Outros estudos levados a cabo por este grupo de cientistas, em ratos, apontam para um aumento das defesas do organismo hospedeiro a bactérias e a fungos.

Em cosmética, a própolis pode ser incorporada em preparados para aplicação tónica, de modo a combater as infecções da pele.

COMERCIALIZAÇÃO E ADMINISTRAÇÃO DA PRÓPOLIS

A própolis em pó puro existe no mercado da especialidade em:

– cápsulas
– carteiras de alumínio com 10g própolis em pó
– cápsulas de própolis em pó+pólen liofilizado
– cápsulas de própolis em pó+geleia real liofilizada
– própolis para mascar

O paladar desagradável da própolis, leva a que seja administrado preferencialmente através de cápsulas, especialmente no tratamento de infecções das vias digestivas e urinárias.

A própolis pode ainda ser utilizada na forma de xarope, mais indicada para o tratamento das infecções das vias respiratórias.

Em cosmética a própolis é incorporada em preparados de aplicação tónica.
TOXICIDADE E ALERGIA

São de assinalar algumas reacções alérgicas, devidas à própolis, mais frequentes no caso de pessoas tendencialmente alérgicas. Estas reacções, parecem estar relacionadas com a forte presença de alergénios nas resinas das plantas das quais as abelhas trazem a própolis. Se o tratamento for prolongado ou a dosagem for elevada os riscos aumentam, podendo provocar diarreias ou irritações da cavidade oral. Nestes casos, deve-se parar imediatamente o tratamento.

ALGUMAS “MÉZINHAS”

After-shave de Própolis
Extracto de própolis………5%
Alcoól etílico a 80%………60%
Óleo de rícino……………3%
Óleo de essências…………0.5%

Sabão de Própolis e Mel
Própolis…………………3.5%
Mel……………………..2%
Sabão rosa ou azul………..90%
Óleo de essências…………0.5%
Água destilada……………2.5%

Unguento de Própolis
Extracto de própolis a 20%…10%
Cera de abelhas…………..5%
Lanolina…………………10%
Banha……………………75%

Nota: primeiro derretem-se em banho maria a cera e a banha e depois acrescenta-se a lanolina e o própolis.

Fonte: Naturlink

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No Verão ou no Outono, o Mel da Tilinha sabe sempre muito bem

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Criação

Designa-se por criação o conjunto de ovos, larvas e ninfas armazenadas num quadro.

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Opérculo

Na apicultura, opérculo é a designação da película de cera que as abelhas utilizam para fechar os alvéolos cheios de mel.

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Própolis

O própolis é um material recolhido pelas abelhas a partir de determinados vegetais. Esta resina vegetal é utilizada pelas abelhas para tapar as fissuras existentes na colmeia e como desinfectante. É colectada  pelo Homem pelas suas propriedades terapêuticas.

A origem do termo própolis está associado ao grego pro que significa “detrás e à frente de” e polis “a cidade” em alusão à redução de “entradas” na colmeia com própolis, para defender a colónia.

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Flora melífera

Flora melífera é a designação das plantas produtoras de substâncias usadas pelos insectos e aves para produzirem mel. Muitas plantas são melíferas, mas apenas uma parte pode ser explorada pelas abelhas domésticas devido à sua morfologia (corpo, língua, etc.). A apicultura classifica uma planta de melífera quando ela é explorada pela abelha produtora de mel.

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