Abelhas

A colónia

Uma colónia de abelhas é composta por  uma única rainha; numerosas abelhas obreiras (fêmeas), zangões (machos) e a criação (ovos, larvas e ninfas). Esta colónia vive numa colmeia.

A população de abelhas na colónia varia aos longo do ano. Aumenta nos períodos em que os recursos são abundantes, até 30.000 a 70 000 mil indivíduos, para recolectarem o máximo possível. No inverno diminue para cerca de seis mil indivíduos, para minimizar o consumo de provisões.

A rainha

A rainha reconhece-se entre as outras abelhas por ser maior (1,8 à 2 cm contra 1,4 a 1.5 cm).

O seu abdómen e os seus orgãos genitais são mais desenvolvidos. Ela passa o seu tempo a por ovos, é ela que faz nascer todas as abelhas da colmeia. Ela põe cerca de dois mil ovos por dia.

As Operárias

As abelhas operárias são responsáveis por todo o trabalho realizado no interior da colmeia. As operárias encarregam-se da higiene da colmeia, garantem o alimento e a água de que a colónia necessita, colectam o pólen e o néctar, produzem a cera, com a qual constroem os favos, alimentam a rainha, os zangões e as larvas por nascer e cuidam da defesa da família.

Além destas actividades, as operárias ainda mantêm uma temperatura estável, entre 33º e 36ºc, no interior da colmeia, produzem e armazenam o mel que assegura a alimentação da colónia, aquecem as larvas (criação) com o próprio corpo em dias frios e elaboram o própolis, substância processada a partir de resinas vegetais, utilizada para desinfectar favos e paredes, vedar frestas e fixar peças. As operárias realizam todo trabalho da colmeia.

Nascem 21 dias após a postura do ovo e normalmente vivem 60 dias. Em épocas de menor actividade a sua longevidade poderá atingir até seis meses. Apesar de curta, a vida das operárias é das mais intensas.

A sua actividade começa escassos momentos após o seu nascimento. Limpa alvéolos, soalho e paredes da colmeia, daí a sua designação de “faxineira”.

A partir do quarto dia de vida a operária começa a trabalhar na cozinha da colmeia: com desenvolvimento de suas glândulas hipofaríngeas, ela passa a alimentar as larvas da colónia e a rainha. Neste período de sua vida, que vai do quarto ao 14º dia, as nutrizes, ingerem pólen, mel e água, misturando estes ingredientes no seu estômago. Esta mistura, que passou por uma série de transformações químicas, é regurgitada nos alvéolos em que existam larvas e servirá de alimento às abelhas por nascer.

Com o desenvolvimento das glândulas hipofaríngeas, produtoras geléia real, algumas das operárias – designadas de amas – passam a alimentar também a rainha, que se alimenta exclusivamente desta substância.

De nutrizes, as operárias são promovidas a engenheiras, a partir do desenvolvimento de suas glândulas cerígenas, o que acontece por volta do seu nono dia de vida. Com a cera produzida por estas glândulas cerígenas, as abelhas engenheiras constroem os favos e paredes da colmeia e operculam, isto é, fecham as células que contêm mel maduro ou larvas. Além deste trabalho, estas abelhas passam a produzir mel, transformando o néctar das flores que é trazido por suas companheiras. Até esta fase, as operárias não voam.

A partir do 21º dia de vida, as operárias passam por nova transformação: elas abandonam os trabalhos internos na colmeia e dedicam-se à recolha de água, néctar, pólen e própolis, e à defesa da colónia. Nesta fase, que é a última de sua existência, as operárias são conhecidas como campeiras.

IDADE FUNÇÕES
1 a 3 dias Faxineiras: fazem a limpeza e manutenção da colmeia, polindo os alvéolos.
3 a 7 dias Nutrizes: alimentam com mel e pólen as larvas com mais de 3 dias.
7 a 14 dias Alimentam as larvas com idade inferior a 3 dias com geléia real. As amas cuidam da rainha.
12 a 18 dias Fazem limpeza do lixo da colmeia.
14 a 20 dias Engenheiras: segregam a cera e constroem os favos.
18 a 20 dias Guardas: defendem a colmeia contra intruzos
21 dias em diante Operárias ou campeiras transportam néctar, pólen, água e própolis, até à morte.